domingo, 26 de fevereiro de 2012

A vida tem destas coisas...!!!

Maria nasceu tão pálida, tão frágil que suspirou em vez de chorar. Sua mãe aflita pediu que fossem buscar o homem sábio de lápis na orelha, que vivia na vizinha aldeia de Águas Bravas de Cima, pois era preciso que alguém soubesse escrever para registar a criança!... Em Córregos de Baixo, ninguém sabia.!
O pai , em grande correria foi e, veio com o letrado, que ao ver a recém-nascida, perguntou- É falecida?, ... o pai,  sem perder tempo, disse , - É, registe já ,! E assim ficou - Maria Falecida.!
Maria Falecida cresceu pálida, esquelética e cheia de mazélas. Para trabalhar e sobreviver só tinha duas hipóteses, na taberna e afungentar os clientes, ou no cemitério e combinar com o cenário.
Andava Falecida arrastando as varizes e o pálido esqueleto, quando o seu olhar mortiço poisou no garboso e mui apessoado Evanildo de Socorro e Ressurreição que, estava a cumprir o pedido de sua bisa-tia-avó, a Morgada de Córregos de Baixo; ser enterrada na terra natal.!.. Evanildo também pousou o seu olhar em Maria Falecida e nela viu a sua corôa de glória.!
E como a vida tem destas coisas, Maria Falecida desfila agora na passadeira vermelha, em Hollywood, bronzeada,.. com seus brilhantes olhos verdes, como..." Miss Botox, Plásticas e Afins,".. e é com um esgar de felicidade que ,  brinda o júri , ao ouvir o seu   nome como vencedora,!... Maria Falecida e Ressurreição!!!

8 comentários:

  1. Só tu e o teu "Autor Anónimo" para engrenar semelhante histórinha...
    O Evanildo era o próprio doutor/cirurgião, não é verdade?
    Que maravilhosa imaginação tu tens, minha maluca!
    Dou-te 10, numa classificação de 0 a 5!
    Continua, que eu quero lêr, e rir!!!!

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  2. Evanildo de Socorro e Resurreição, o próprio professor doutor/cirurgião, sim senhor! UM LUUUUXO!

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  3. Mas tu andas cá com uma imaginação prodigiosa!!!...
    Mas esta história, embora muito mais elaborada, fez-me lembrar (só no que toca ao nome e apelido da protagonista) que, quando eu andava a estudar, tinha uma colega de apelido Branco. O irmão, que era um pouco mais velho do que nós, chamava-se portanto também qualquer coisa Branco. E, por essas alturas, casou-se com uma rapariga cujo apelido era Feijão. Imagine-se como ficaram os apelidos da noiva... Também um LUXO culinário!

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  4. Então e não te lembras do João Latas que ia casar com a Ana Maria Abre? Não sei se chegaram a consumar o acto e, nesse caso, se ela adoptou o nome do marido...ou ainda se algum deles mudou de nome...talvez ele tenha preferido Nuno (eheheh).

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  5. Abre Nuno? Agora não percebi eu bem...

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  6. Nem sei que te responda, Maria Stella...então não conheces a história do homem que se chamava João M**** e deciciu mudar de nome, tendo passado a chamar-se Manuel M****? (As estrelinhas é por estar em casa alheia e não querer aplicar o vernáculo verdadeiro...)

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  7. Não, juro-te que não conhecia, mas agora já entendi a graça do teu comentário. Mas ainda bem que pus a questão, porque, para quem (tal como eu) não conheça essa história, ia ser difícil de perceber o teu "(eheheh)". Mas olha que a minha pergunta também não deixou de ter a sua piada ("Abre Nuno?").

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  8. Eu sei que os meus dotes literários nunca dariam um "best-seller", que para além de ser chamada de jaráraca, capivara e outros nomes não publicados, quando comecei a comentar, nunca me passou pela cabeça que os meus textos dessem origem a um debate de apelido Piiii...!
    A bem da minha saúde mental e para proteger-me da "germanite aguda", que pelos vistos, vocês temem, refugiei-me no provérbio que o nosso amigo Potier criou, (lembras-te , BÉ?)..."É dar pérolas a quem não tem porcos".!!TEXAU!!

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